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A temperatura interior do nosso corpo é aproximadamente constante – 37 ºC. Pelo contrário, as condições térmicas  do meio que nos rodeia são muito variáveis. Para sobreviver, o homem,  como aliás todos os animais ditos de “sangue quente” (aves e mamíferos),  desenvolveu mecanismos que lhe permitem manter a temperatura interior do
corpo constante apesar das variações térmicas exteriores: os arrepios devido  ao “frio” e a transpiração quando está “calor” são dois mecanismos de  controlo de temperatura sobejamente conhecidos. Embora o “frio” ou o  “calor” sejam noções que não estão apenas relacionadas com o ambiente  térmico – em presença de um ambiente térmico semelhante, a mesma pessoa pode experimentar uma sensação de frio se estiver com pouca roupa  e/ou com um nível de actividade muito reduzido ou uma sensação de calor
se estiver muito agasalhado e/ou com uma actividade física intensa – quanto mais extremas forem as condições térmicas maior será o esforço  necessário para manter o corpo a 37 ºC. Dependendo do grau de esforço  necessário à manutenção da nossa temperatura interior podem ocorrer três  situações:

 


situação de conforto térmico: a manutenção da temperatura interior do nosso corpo não implica qualquer esforço significativo;
situação de desconforto térmico: apesar de o esforço necessário para manter a temperatura interior do corpo constante ser reduzido existem ainda assim condições locais – correntes de ar, contacto com superfícies quentes ou frias, etc. – que impedem que se fale de uma situação de conforto térmico;
− situação de tensão térmica (“stress térmico”): a manutenção da temperatura interior do corpo exige um esforço significativo, que para além de interferir com a capacidade de concentração e de realização de trabalho pode ainda obrigar a limitar o tempo máximo de exposição às condições térmicas que originam a situação de tensão térmica

 

Em ambientes industriais é frequente a ocorrência de situações de “stress térmico”, nomeadamente devido a um calor excessivo. Nestas situações a concentração e a capacidade física dos trabalhadores é afectada, o que naturalmente irá comprometer a produtividade da empresa e, não menos importante, irá criar condições favoráveis à ocorrência de acidentes de trabalho.

 

 

 

Diagnósticos de conforto térmico


Os diagnósticos, consistem na medição, caracterização e enquadramento legal das características térmicas do espaço a avaliar, bem como a análise das diversas fontes.

 

Referências Normativas

- Portaria n.º 53/71, de 3 de Fevereiro – Regulamento Geral de Segurança e Higiene no Trabalho nos Estabelecimentos Industriais.

 

- Decreto-Lei n.º 243/86, de 20 de Agosto - Regulamento Geral de Segurança e Higiene no Trabalho nos Estabelecimentos Comerciais, Escritórios e Serviços.

 

- Norma ISO 7243:1989- Avaliação do stress térmico

 

- Norma ISO 7730: 2005 - Determinação de Índices de Conforto. Ambientes Moderados (PMV, PPD)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
   
 

 

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